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Candidatos mineiros são monitorados por suspeita de envolvimento em crimes, diz MPF

MPE e Polícia Federal monitoram candidatos suspeitos de ligação com crime organizado A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais está monitorando pelo...

Candidatos mineiros são monitorados por suspeita de envolvimento em crimes, diz MPF
Candidatos mineiros são monitorados por suspeita de envolvimento em crimes, diz MPF (Foto: Reprodução)

MPE e Polícia Federal monitoram candidatos suspeitos de ligação com crime organizado A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais está monitorando pelo menos 50 nomes de candidatos mineiros suspeitos de envolvimento com diferentes tipos de crime no estado. A lista foi enviado à Procuradoria pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) A maioria deles concorre aos cargos de deputado federal e deputado estadual, segundo informações obtidas pela TV Integração junto ao Ministério Público Federal (MPF). Segundo as informações, a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais também prepara uma lista com nomes de candidatos investigados pela instituição e trabalha em parceria com o Ministério Público Eleitoral (MPE). Na lista da PF, há nomes suspeitos de envolvimento com o crime organizado no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Os candidatos monitorados nas listas do MP e da PF tiveram seus pedidos de registros de candidatura aprovados porque, segundo a Procuradoria, não tinham condenações, o que é exigido pela legislação. No Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o Gabinete Institucional de Segurança (GIS) também está monitorando nomes suspeitos. Fachada prédio Ministério Público Federal Belo Horizonte Ministério Público Federal/Divulgação Preocupação com infiltração criminosa Segundo o Ministério Público Eleitoral, o acompanhamento busca identificar possíveis tentativas de influência de organizações criminosas no processo eleitoral. Além disso, há uma tentativa de frear o avanço de candidaturas de pessoas que estão envolvidas com outros tipos de crimes no estado. "A prioridade do Ministério Público Eleitoral é coibir que esses envolvidos com organizações criminosas, estamos falando de milícias e de facções criminosas, se infiltrem no processo eleitoral. A ideia é impedir que eles se apropriem das estruturas de poder", disse Tarcísio Henriques, procurador Regional Eleitoral de Minas Gerais. Segundo MP e PF, os nomes dos candidatos não foram divulgados para não prejudicar as investigações. A Polícia Federal informou, em nota, que "não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento" e que "não divulga informações que possam comprometer o sigilo ou as técnicas e estratégias empregadas em suas atividades investigativas". LEIA TAMBÉM: Ex-piloto de avião constrói castelo de 17 metros de altura Setembro Verde: homem autoriza doação de órgãos da esposa para ajudar outras pessoas Pedidos de impugnação O prazo para que o Ministério Público peça a impugnação de registros de candidatura terminou. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu 43 impugnações, 15 delas por condenações criminais. Apesar da efetivação das candidaturas, o Procurador Regional Eleitoral afirmou que, dependendo das comprovações de participação em crimes e dos riscos ao processo eleitoral, é possível barrar a posse de um candidato mesmo depois de eleito. "O Ministério Público em outros estados já promoveu impugnações com base nesse argumento de que a pura e simples existência, independentemente da condenação transitada em julgado por envolvimento em organizações criminosas, leva ao impedimento da candidatura. A questão é de natureza constitucional. Então nós podemos alegar a vinculação de eventual candidato que já tenham conseguido a aprovação do registro em momentos posteriores, até mesmo depois da eleição", disse Tarcísio. A Procuradoria Regional Eleitoral não descarta a possibilidade de acionar a justiça contra candidaturas após as eleições. "Na eventualidade da eleição de um membro de uma organização criminosa ou de uma milícia aqui no estado, vamos apresentar a ação depois", afirmou Tarcísio. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas